terça-feira, 13 de outubro de 2015

Inktober 2015 - Parte II

Seguem mais 5 desenhos do Inktober!

Aqui comecei a alegria do marcador. Tenho um cinza da marca Tombow mas nunca tinha usado nem dado importância a ele. Achei muito gostoso de usar, pela suavidade e pelo formato de pincel, e facilita na hora de fazer umas sombras, ao invés de usar nanquim diluído. Vou ver se arranjo outros tons de cinza.


Dia 6.
Eu nunca havia desenhado uma caveira humana antes (exceto talvez em uma ou outra ocasião como um detalhe dentro de uma composição). Eu gosto de crânios de animais em geral, mas caveiras humanas me perturbam um tanto. Sempre tive um pouco de medo delas. O fato é que ao pesquisar por referências e ver fotos de crânios, comecei a ficar tão incomodada que pensei em desistir da ideia de desenhar uma caveira. Mas fui em frente, enfrentando meus medos, hehehe. E no final, acabou sendo bem divertido desenhá-la.

Enquanto desenhava, fiquei pensando muito nessa questão do por quê crânios humanos me deixam desconfortável, tentando chegar à raiz desse meu medo. Talvez pelo fato de serem ossos da mesma espécie que eu, pela natureza de um ser humano ser tão diversa da dos outros animais em alguns aspectos... Acho que é a estranheza frente à contemplação de algo que era vivo, e não é mais - algo que permanece ali, inanimado, depois que a vida vai embora. Creio que esse sentimento é a contemplação do próprio mistério da morte, e consequentemente da própria vida. Não é à toa que a caveira é o símbolo máximo da morte, e de fato era (e é) usado como objeto de meditação e memento mori em muitos contextos na história, na religiosidade, etc. É um símbolo extremamente forte e que pode significar muitas coisas - morte, perigo, sabedoria, ancestralidade, consciência da passagem do tempo, igualdade entre os seres humanos...


Dia 7.
Num tópico mais leve, nesse dia resolvi desenhar alhos e cebolas. Amo o cheiro.

Dia 8.
Neste dia tive vontade de desenhar asas.

Dia 9.
...e mais asas, de outro tipo. Não é segredo meu gosto por mariposas...
Tenho experimentado pontilhismo, e apesar de achar lindo o resultado, requer uma paciência que eu dificilmente tenho. Neste desenho foi onde mais usei, embora nem pareça tanto, mas depois disso jurei que não inventaria de fazer tanto pontilhismo em um desenho, hahaha.


Dia 10.

Me incomoda a dificuldade de digitalizar artes. O fato de meu monitor ter estragado e eu estar usando um mais simples talvez contribua para eu ficar incomodada com a forma como as cores são mostradas em minha tela. O contraste do preto diminui muito, em comparação com como é o desenho na vida real, e muitos tons mais sutis se perdem, prejudicando o aspecto geral e a fidelidade ao desenho original. Mas esse é o problema da arte digital ou digitalizada - ela é bem "subjetiva", já que cada monitor ou tela digital tem uma calibragem ou capacidades diferentes de exibição de cores, então cada pessoa vai ver seu trabalho de um jeito ligeiramente diferente. E isso me incomoda bastante! Hahaha. Além disso, a luz do scanner muitas vezes reflete onde não deveria em partes do desenho, especialmente em partes como traços de nanquim, que às vezes ficam um pouco brilhantes. Usei spray fosco sobre ele para tentar amenizar esse problema, mas mesmo assim tive que retocar digitalmente.

É isso por hora. Seguirão os posts com os desenhos do Inktober!

5 comentários:

  1. Seus desenho são incríveis, amei especialmente a cebola, parecia um real tão sutil. Não é estranho como uma simples cebola disperta sentimentos que não se reconhece facilmente? Só me remete sensação de lar.


    E quanto às luzes e cores e contrastes, não se preocupe tanto, até mesmo eu vendo a mesma pintura q vc, no mesmo instante veremos coisas diferentes, temos percepções diferentes! bjs e grata pelas suas delicadezas, desenhos e compartilhamentos!

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    1. Gostei muito do que disse sobre a cebola! ♥ Adoro saber que meus desenhos provocam sensações bonitas nas pessoas. Muito obrigada pelo feedback, Helena!!

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  2. No meu monitor os desenhos estão lindos. Tenho muita dificuldade com digitalização por isso geralmente prefiro tirar fotos pra colocar na internet... embora não ache que fica tão bacana. Mas quero fazer algumas reproduções de desenhos meus... vou ter que aprender a digitalizar direito.

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    1. É, digitalização pode ser cheia de truques, ajustes tanto na configuração do scanner quanto retoques em algum programa de edição de imagens. Mas as diferenças que me deixam insatisfeita só podem ser reparadas se comparar com o original... e talvez sejam tão ínfimas que só eu é que percebo, haha!

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