segunda-feira, 19 de maio de 2014

Sempre grávida demais

Desenhos do sketchbook:

Quando desenhei isto, tinha em minha mente: "desenhar para encontrar a mim mesma". Acho que foi um daqueles momentos em que o desenho é mais uma meditação, em que através das formas criadas, recompomos partes danificadas de nosso próprio espírito. Ou reconhecemos tais partes, que até então estiveram obscuras, à medida que as exploramos, usando o lápis e as tintas como tato e lanterna.
Arte é magia e toda criação se torna uma impressão carimbada da alma do artista.


Na verdade, acho que todo desenho que faço acaba sendo uma forma de meditação, de explorar meu ambiente interior. Nem sempre é fácil. Às vezes dentro destes ambientes encontro vários obstáculos, confronto frustrações, criaturas que doem para nascer. E é um trabalho que nunca acaba, este de dar à luz, pois o universo lá dentro é grande demais.

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