sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Inner Tree

Neste final de semana estarei expondo alguns desenhos num pequeno restaurante de comida indiana, junto com mais um pessoal num pequeno evento, e serão pequenas obras (sim, é tudo pequeno hahaha!). O Yuri me ajudou com a ideia de usarmos umas moldurinhas ornamentais, que eu adorei:


Escolhi 3 molduras, uma maior e oval, e outras duas menores e retangulares. Como dá pra ver na foto, elas são bem pequenininhas mesmo, o tamanho do desenho fica um pouco menor que um ACEO.

O desenho da moldura oval já está pronto, este é o rascunho:

E este é o desenho pronto (aqueles círculos são aplicação de folha de ouro, que infelizmente não dá pra capturar muito bem em foto):


Que ainda não foi colocado na moldura, mas vai ficar assim:


Aí ainda faltam os outros dois desenhos pros quadrinhos menores. Serão bem mais simples, porque as molduras já são muito trabalhadas e porque o tempo é curto.
Eu tinha feito este desenho aqui:


Só que não ficou bom na moldura, por ser muito complicado e colorido, então vou transformar ele num ACEO e desenhar algo mais minimalista pros quadrinhos.

Amiguinho!

Ah, o evento vai ser nesse sábado, dia 26, no restaurante Balarama, na Av. Jaime Reis, 402 (Curitiba - PR), a partir do meio-dia. Haverá almoço de comida indiana vegetariana e algumas programações como música e oficina de serigrafia, além da exposição de trabalhos de vários artistas. O almoço é R$ 13,00 e a entrada pro evento é 1 kg de alimento. Venham, vai ter bolo =)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Half empty

 
Uns desenhos que fiz no sketchbook pra voltar a desenhar. Ainda tenho encomendas pra terminar!

sábado, 12 de janeiro de 2013

Algiz

Estava andando no parque e avistei este galhinho na grama. Passei reto. Parei. Voltei. As formas da natureza que se comunicam conosco, não devemos ignorar.

Não entendo de runas, mas lembrei que tenho um livro a respeito delas: The Runes of Elfland, de Brian Froud e Ari Berk. Procurei a runa que correspondia ao galhinho que encontrei:



Uma runa de proteção.

Como eu disse, não entendo nada de runas, e nunca cheguei a ler este livro, só olhei as ilustrações (sou dessas!). Mas resolvi ler alguma coisa da introdução, e encontrei algo muito interessante: a origem das runas como um alfabeto feérico de galhos. Eu nunca tinha notado isso, mas se prestar atenção, as runas realmente descrevem formas de galhos e troncos de árvores. E nas formas naturais elas ainda podem ser vistas, e por isso são um alfabeto vivo, que pode ser lido nas paisagens, que conta histórias. Como diz o autor: árvores não são apenas árvores, mas também são criaturas, imagens, símbolos, formas, sons, e até deuses. Os sons de seus nomes, a forma de suas folhas e galhos, são todos evocações, fragmentos de uma linguagem secreta das fadas que ainda pode ser aprendida.

E essa linguagem pode se manifestar de diversas formas. Suas histórias podem ser contadas através de formas, desenhos, pinturas, sinais com as mãos, com galhos, com o próprio corpo. Cada runa não é apenas uma letra abstrata, como se tornou o nosso alfabeto atual; ela pode ter um som, mas ela também conta uma história, revela um aspecto do mundo mítico, nomes secretos.

Vou transcrever aqui, adaptada e um pouco resumidamente, o que o livro fala sobre esta runa.

Ilustração de Brian Froud para esta runa.
A história contada a respeito desta runa é apenas um fragmento, e fala sobre uma garota que foi em busca da espada de seu pai. Ele já estava em sua sepultura há muito tempo e seus ossos já estavam limpos e brilhavam na luz telúrica, e sua espada estava lá com ele, fria e aguardando. Ele fora amado pelo seu povo e por sua filha, mas agora o lugar estava sob ataques inimigos, em sua ausência, inimigos de além do mar atacando a terra desprotegida, que foi tomada pelas chamas. Foi por isso que ela foi até lá.

Porém, a espada nunca fora forjada por homens. Mesmo no tempo do pai do pai de seu pai, aquela espada já era antiga, vinda do interior das colinas, forjada por mãos belas no abismo do tempo.

Então ela foi até o pântano, onde estranhas luzes se moviam sobre as águas e troncos de árvores polidos despontavam do chão como ossos. Seguindo as luzes, ela chegou ao túmulo e viu que os mortos estavam esperando por ela. A espada era dela, eles disseram, mas ela precisaria saber como manejá-la. Ela iria salvar sua terra, eles disseram, se a espada fosse erguida corretamente. As vozes lhe contaram um grande segredo: Esta espada nunca deverá ser erguida com raiva e nunca deverá atingir um adversário. Nesse dia, a espada irá se quebrar e afundar novamente na terra. Esta arma deve ser erguida alto, sustentada em silêncio sob bênçãos ancestrais.

E assim foi feito.
Ela voltou à sua terra e fez como haviam dito. E os exércitos viram a espada dos Elfos erguida e ouviram-na começar a cantar. E seus inimigos se afastaram em silêncio e as chamas se apagaram, pois quem pode se opor à vontade dos Elfos quando ela é erguida pelas mãos de uma garota astuta? Assim, a espada encontrou sua guardiã. Ela emprestava-a para homens que juravam manter a terra em paz, mas sempre a espada cairia de volta à terra e encontraria o caminho de volta para as mãos da garota. E ela deixou a espada para sua filha, e a filha de sua filha. E até hoje, se você quiser aprender o segredo da espada (pois ela tem sido avessa a emprestá-la, ultimamente), você deve procurar a Mulher do Pântano - apesar de você poder conhecê-la por outro nome - e prometer não usá-la.
Esta runa é um emblema de amparo ancestral e solidariedade feérica, e ela se ergue das águas toda vez que uma guerra pode ser vencida sem que uma guerra seja travada. Ela conta um segredo raro e irônico: a defesa pode surgir não por erguer a espada, mas por deixá-la quieta.
Há muitas espadas feéricas. Mas lembre-se que, tradicionalmente, é a bainha que possui a maior parte da mágica. Frequentemente, o real perigo só surge quando o portador desembainha a espada movido pela agressividade, ou quando a bainha é perdida ou esquecida - naqueles tempos em que esquecemos de colocar nossa raiva de lado.
A verdadeira proteção reside nos silêncios, quando uma palavra dura não é falada. Diga a palavra "paz" à guardiã desta runa em qualquer língua e ela colocará a espada Élfica aos seus pés, um sinal de que o valor pode estar oculto na calmaria; ali, nós encontramos um recinto sagrado, um lugar seguro no intermeio das ações, uma ilha no mar. Avalon.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Buscas no blog

De vez em quando eu vou xeretar o Google Analytics do blog pra ver que tipo de buscas as pessoas andam fazendo pra vir parar no meu blog. Eu não sei se elas encontram o que procuram, então vou fazer este post para ajudá-las.

Vou começar com a busca que deve corresponder a uns 80% de todas as buscas, benzadeus. São variações de:

"o que significa mariposa no quarto"
"mariposa em casa significado"
"qual o significado de ver uma mariposa"
"mariposa em casa o que significa"
"o que significa uma mariposa dentro de casa"

E a minha preferida:
"aparece uma mariposa em casa quer dizer o que?"

Gosto desta porque é uma pergunta. Adoro quando as pessoas fazem perguntas pro Google, como se ele fosse um oráculo.

Bom, gente, sobre o significado simbólico da mariposa, tem alguma coisinha neste post.
O pior é que eu tenho certeza de que o desespero que as pessoas têm de procurar tanto pelo significado de uma mariposa entrar dentro de casa é porque elas acreditam que a mariposa traz azar, ou, pior de tudo, é uma mensageira da própria morte. O que se traduz na seguinte busca, que já vai direto ao ponto:

"mariposa significa morte"



Mas em geral, acredito que a resposta a todas essas perguntas seja a seguinte: a mariposa entrou na sua casa porque você deixou a janela aberta. E provavelmente a luz acesa.

Acho engraçado como as pessoas parecem ficar estupefatas com a aparição de uma mariposa, bichinho tão comum, e correm para saber o "significado", mas ninguém nunca se pergunta sobre o significado de coisas como "o que significa ver o sol", "o que significa ver uma árvore", "o que significa quando entra um pernilongo dentro de casa", "o que significa ver minha cara no espelho". Gente, estamos cercados de símbolos!
Mas vamos a outras questões.

""pintando as grades da minha janela" qual cor?": Olha, depende da cor da sua parede, das cortinas, etc, mas como grades são algo opressivo por natureza, sugiro uma cor clarinha, quem sabe branco mesmo.

"apareceu um louva deus no meu quarto.... o que eu faço": Mais uma pergunta para o oráculo Google. Bom, de preferência ajuda o bichinho a sair do seu quarto. Ou, dependendo da sua fé, você pode se juntar a ele na louvação.

"como convencer meus pais a me darem um sneaker": Ah, não usa isso aí não. É feio. Pede outra coisa.

"como convencer meus pais a ter um gato": Mostra vídeos de youtube de gatos fazendo coisas engraçadinhas. Não tem como não amar.

"como espantar mariposas negras de casa": Poxa, só as negras? Se forem brancas podem ficar? Racismo isso aê hein.

"como se chama a arvore que da roma": Romãzeira.

"desenhos de fada pelada": Bom, disso meu blog tá cheio!

"homens famosos penudos": Eerr... será que se refere a homens com penas, ou... alguma outra coisa?

"imagens da aranha de 4 metros achada no parque barigui": Meu deus!! A Laracna saiu da Terra Média e agora mora no Barigui??

"matar mariposa da azar": Dá, sim. O Conselho das Mariposas não recomenda.

"mulheres se masturbano desfarçada": Disfarçadas de que? Tipo, de Batman? De Groucho Marx?

"pássaro pelado para colorir": Que sem-vergonhice! Deixa o pássaro se vestir antes.

"pesadelos das profundezas": Sugiro a leitura de Lovecraft.

"porque os mosquitos nao gostam de musicas": Depende de que músicas estamos falando, acho que mosquitos, como qualquer indivíduo, têm gostos musicais variados.


E por hoje é só, espero que tenha ajudado a esclarecer pelo menos algumas de tantas questões.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Colecionando pássaros vivos

Oi, gente. Pra variar, o blog ficou abandonado por um longo tempo, e nem vou começar a dar as justificativas que são sempre as mesmas: passei tempos sem desenhar nada, tava desanimada, sem inspiração, etc etc. Bom, é cíclico, por mais que quando eu volto, a energia pareça que pode a partir dali ser constante e durar pra sempre, sempre chega uma hora que puft, entro em hibernação.

Bom, mesmo não tendo desenhos novos pra postar por enquanto, tenho outras coisinhas, né?
Tenho ido ao parque fotografar pássaros. Junto três coisas úteis: me exercito fazendo a caminhada, tenho contato com a natureza de que sinto falta, e procuro passarinhos pra fotografar como hobbie.

Essas são as fotos que tirei até agora (as que ficaram boas, ao menos):


Acho que vocês já sabem que eu tenho uma gana por colecionar coisas - sejam restos mortais de pássaros, ou fotografias dos pássaros vivos (ou, em ambos os casos, qualquer coisinha bonita da natureza, como aquele cogumelinho ali), é sempre um prazer pra mim fazer essas "buscas".
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