quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Furry Fury

Fadinhas são livres pra deixar seus pelos crescerem em qualquer lugar do corpo que eles quiserem crescer, e elas mandam um "foda-se" para o patriarcado.

O trecho de hoje é do livro "Momo e o Senhor do Tempo", de Michael Ende.

     Há na vida um grande mistério que é tomado como se nada fosse. Todos têm parte nele, porém muito poucos são os que lhe dedicam um pensamento sequer. A maioria simplesmente o aceita, e nunca se preocupa com isso. Esse mistério é o tempo.
     Existem calendários e relógios que o medem, mas significam pouco, ou mesmo nada, porque todos nós sabemos que às vezes uma hora parece uma eternidade, ao passo que outras vezes passa como um relâmpago, dependendo do que sucede nessa hora. O tempo é a própria vida; e a vida reside no coração.

     Ninguém sabia disso melhor que os homens cinzentos. Ninguém possuía com tanta intensidade a compreensão do valor da vida contida em uma hora, um minuto ou até um segundo. Possuíam, naturalmente, a seu modo, assim como a sanguessuga "possui" a vítima da qual chupa o sangue; mas o fato é que tinham esse conceito, e manobravam seus negócios de acordo.
     Eles tinham planos para utilizar o tempo que os homens gastavam, planos de longo alcance, cuidadosamente preparados, e era essencial que ninguém percebesse suas atividades. Aos poucos, tinham conseguido estabelecer-se na vida da grande cidade e na de seus habitantes.
     Passo a passo, sem que absolutamente ninguém notasse, eles progrediam dia a dia e gradualmente iam dominando a humanidade.

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