segunda-feira, 30 de julho de 2012

Demoninha e começando trechos de livros

Mais uma demoninha colorida com seu gatinho psicodélico.

Resolvi começar a fazer uma coisa aqui no blog. No final de cada post vou postar o trecho de algum livro que li ou estou lendo. Sempre que leio um livro legal, sinto vontade de compartilhar com os outros, mas sabem como é - dificilmente as outras pessoas lêem um livro que você recomenda, por mais que você insista em como ele é bom. Então transcrevendo trechinhos, além de já passar ideias legais contidas ali, quem sabe leve as pessoas a ficarem com vontade de ler o livro todo. =)


O livro que estou lendo atualmente é A Vida Secreta das Plantas, escrito em 1973 por Peter Tompkins e Christopher Bird.
Vou transcrever um trecho que fala sobre a sexualidade das plantas, do capítulo "A metamorfose das plantas", pág. 116. Não pretendia que fosse um trecho tão grande, pra começar, mas não me pareceu possível omitir nenhuma parte dele sem perder o fio da meada.

     A razão pela qual a botânica - uma disciplina potencialmente fascinante, envolvida com plantas vivas ou extintas, seus usos, classificação, anatomia, fisiologia, distribuição geográfica - se viu desde o início reduzida a uma enfadonha taxionomia, a um réquiem latino sem fim onde o progresso é medido mais pelo número de cadáveres catalogados que pelo número de flores se abrindo, é talvez o maior mistério no estudo da vida vegetal.
     (...)
     Por volta de 1583, um florentino, Andreas Caesalpinus, já classificara 1520 plantas em quinze classes, distinguidas pela semente e o fruto. A ele se seguiu o francês Joseph Pitton de Tournefort, que descreveu cerca de 8000 espécies em 22 classes, baseado principalmente na forma da corola - as pétalas coloridas da flor. Com isso o sexo entrou em cena. Embora Heródoto tivesse relatado, quase meio milênio antes de Cristo, que os babilônios distinguiam dois tipos de palmeira e salpicavam o pólen de uma na flor da outra para garantir a produção do fruto, não foi senão no fim do século XVII que se chegou à compreensão de que as plantas eram criaturas sexuadas.
     O primeiro botânico a demonstrar que as plantas floríferas têm sexo e que o pólen é necessário à fertilização e à formação da semente foi um alemão, Rudolf Jakob Camerarius, professor de medicina e diretor do jardim botânico de Tübingen, que publicou sua De sexu plantorum epistula em 1694. A ideia de que pudesse existir uma diferença sexual nas plantas causou espanto geral e a teoria de Camerarius foi acerbamente combatida pelo establishment da época. Chegou a ser considerada, com efeito, "a mais feroz e singular invenção jamais saída de uma cabeça de poeta". Uma controvérsia acalorada prolongou-se por mais uma geração até ser finalmente estabelecido que as plantas tinham órgãos sexuais e podiam por conseguinte ascender a uma esfera de criação mais alta.
     Mesmo assim, o fato de as plantas terem órgãos femininos em forma de vulva, vagina, útero e ovário, servindo precisamente às mesmas funções que na mulher, bem como órgãos masculinos distintos em forma de pênis, glande e testículos, que se destinam a espargir pelo ar bilhões de espermatozóides, logo foi encoberto pelo establishment do século XVIII com um véu quase impenetrável de nomenclatura latina que estigmatizou a vulva labiada e estilizou a vagina, chamando aquela de "estigma" e esta de "estilete". O pênis e sua glande foram igualmente desfigurados em "filete" e "antera".
   Se bem que as plantas tivessem passado incontáveis milênios no aperfeiçoamento de seus órgãos sexuais, não raro em presença de atordoadoras mudanças climáticas, e tivessem inventado os métodos mais engenhosos para se fecundarem e espalharem as sementes férteis, os estudantes de botânica, que poderiam sentir algum prazer com a sexualidade vegetal, viam-se frustrados diante de termos como "estames", para os órgãos masculinos, e "pistilos" para os femininos. Talvez fosse fascinante para as crianças aprender na escola que cada grão de milho de uma espiga é no verão um óvulo distinto, que cada fio do tugo de pêlos púbicos em torno da espiga é uma vagina individual pronta a aspirar o esperma polínico trazido pelo vento, que esse esperma pode passar serpenteando por toda a vagina estilizada a fim de impregnar cada grão da espiga e que a fecundação de cada grão numa planta resulta de uma impregnação independente em separado. À obrigação de lutar com uma nomenclatura arcaica talvez as crianças preferissem saber que cada grânulo de pólen impregna apenas um útero, o qual contém uma só semente, ou que uma cápsula de tabaco contém em média 2500 sementes, requerendo assim 2500 impregnações, as quais, num período de 24 horas, têm de ser efetuadas num espaço com menos de um décimo sexo de polegada de diâmetro. Em vez de usarem as maravilhas da natureza como um estímulo para o desabrochar das mentes de seus alunos, os professores vitorianos fizeram mau uso de passarinhos e abelhas para desnaturar a sexualidade deles.
     Mesmo agora, que universidades já traçam um paralelo entre a natureza hermafrodita das plantas, que trazem num só corpo uma vagina e um pênis, e a "antiga sabedoria" que retrata o homem como descendente de um predecessor andrógino? (...)

sábado, 28 de julho de 2012

Café & Amêndoas doces com canela

Eu nunca gostei de café. Mas sempre achei tão bonita a "cultura do café". O cheiro do café. As pessoas tomando cafés em cafés, lendo livros e sendo intelectuais e cults e alternativas. Desenhos no café. Uma sensação aconchegante em coisas relacionadas ao café.
Então eu queria tomar café! Além do mais, eu sou uma pessoa que costuma sentir sono em horas inconvenientes do dia. Tipo logo depois de acordar, ou no meio da tarde. E em algumas vezes que tomei café, vi que melhorava meu humor instantaneamente. Achei mágico.
E café tem mil benefícios (sem excessos, claro). É antioxidante, antidepressivo, neuroprotetor, previne várias doenças.
Aí eu consegui. Comecei a tomar café só pra dar aquela animada, no início tomava igual remédio, porque achava ruim. Daí comecei a gostar. Pronto, finalmente me tornei uma bebedora de café, me sinto fazendo parte de uma elite.

A menina do desenho, no caso, está bebendo um café ~mágico~.
E não, ela não gosta de depilar as pernas.

Ah, hoje eu fiz amêndoas açucaradas com canela! É algo que eu achava que tinha mil segredos pra fazer, e descobri que é super simples. Vou passar a receitinha.

Aqui fiz com amêndoas, castanhas-do-pará e pecans.
Amêndoas doces com canela

- 1 xícara de açúcar
- 3 xícaras de amêndoas (ou qualquer outra castanha)
- 1/4 xícara de água
- canela a gosto

Misture o açúcar e a água numa frigideira e adicione as amêndoas. Mantenha o fogo médio e mexa sem parar, até o açúcar começar a cristalizar. Assim que isso acontecer, tire do fogo, e deixe esfriar.
Pronto! =)

Uma vez eu não tirei a frigideira do fogo imediatamente após a cristalização, e o açúcar começou a derreter de novo, em questão de segundos. Então tomem cuidado com isso, porque aí vira uma calda que gruda tudo e vira um pé-de-moleque acidental. Até deu pra comer depois, não ficou ruim, mas não é isso que queremos, certo? =p

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Novos ACEOs

Fiz mais três ACEOs de meninas com cabelos de galáxia! Essa foto tá meio horrivelzinha, hoje o tempo estava muito fechado e a luz estava ruim. Por isso também ainda não tirei fotos individuais dos desenhos para colocar à venda, mas farei isso nos próximos dias.

Pagininha do sketchbook. Vi essa foto de passarinho com umas penas tão bonitas que deu vontade de desenhar. A frase não tem nada a ver com o desenho, é apenas algo que eu li em algum lugar - acho que num texto sobre a Vali Myers - e gostei.

Ah, coloquei na loja mais alguns colares com pingentes com desenhos meus. Fora esses, ainda tem alguns relicários e pingentes ovais. Eles são bem mais bonitinhos pessoalmente. =)


Pardal


Desenhei um pardalzinho. Pintei com aquarela.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Penas iridescentes

Iridescência é uma das coisas mais lindas da natureza! Morro de paixão por qualquer coisa iridescente. Até óleo derramado no asfalto, formando arco-íris enferrujados, eu acho bonito.

Encontrei essas penas iridescentes no parque Barigui. Não sei de que ave são, mas desconfio que sejam dos patos que vivem lá no lago, porque são as únicas aves que já vi por lá que têm penas iridescentes assim (por baixo das asas).
 

Essas abaixo eu encontrei no Jardim Botânico. Não faço ideia de a que ave pertencem.


Já fazia um tempão que eu sonhava em encontrar algumas peninhas de chupim, aqueles passarinhos pretos que andam em bando, parecendo mini-corvinhos. Eis que um dia cruzei uma pracinha perto de casa e o gramado estava repleto de peninhas deles! 


Elas são pretas com uma iridescência azulada fraquinha.


E estas últimas foi minha mãe quem trouxe pra mim, também não faço ideia de que ave sejam - talvez galo? Também tem uma iridescência leve na parte escura.


Enfim, penas com iridescência sempre ficam entre as favoritas da minha coleção. =)
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