sábado, 24 de setembro de 2011

Um pouco sobre magia

Um lápis é um instrumento mágico. Literalmente. Através dele, coisas novas são criadas no mundo, saídas diretamente do mundo das idéias. Pensamentos e sentimentos transformados em imagens. Criação, transformação, transmutação, materialização, precipitação - pura magia. Cada traço marcado no papel é ação mágica, o poder aplicado.
Magia é arte, arte é magia. Transformamos a arte e a arte nos transforma - tanto no criar quanto no admirar.

E isso faz parte da vida. Fazer arte não é só para os artistas. A criatividade deveria estar presente em todos os momentos de nossas vidas. É a natureza da vida e de tudo que é vivo, é o que nos faz sentir vivos. Cantar no chuveiro, dançar sozinho, tirar fotos, prestar atenção nas coisas à sua volta, olhar pela janela, escrever uma carta, fazer um bolo, escrever seu sonho depois de acordar, estar aberto a idéias, fazer origami, reciclar, renovar algo velho, arrumar o quarto, vestir roupas diferentes, mudar o caminho, brincar com o cachorro, sorrir para alguém na rua, compor uma música, fazer projetos, aprender algo novo... O oposto da vida não é a morte, é a estagnação, o repetitivo, o automático, aquilo que nos rouba a alma e nos transforma em autômatos.

O problema é que é difícil captar um desenho feito no papel através de foto ou scan! Juro, eles sempre parecem bem diferentes ao vivo.




Estes dois desenhos abaixo são antigos, mas eu tinha esquecido deles.


domingo, 18 de setembro de 2011

Desenhos de criança

Eu scaneei alguns desenhos meus de quando eu era criança. Só que eles não têm data, então não faço a mínima ideia de que idade eu tinha quando fiz eles. Mas aí estão alguns dos meus temas preferidos:

Bichinhos. O de cima é a primeira página de um dos livrinhos que eu fazia dobrando papéis e grampeando. Dá pra ver um pouco na página de trás um gavião brabo porque o passarinho da história sempre conseguia fugir, hahaha. Eu acho que esse passarinho que desenhei era pra ser um príncipe (eu adorava passarinhos vermelho-rubro, tipo esse e o tiê-sangue). E o desenho de baixo é tipo uma coletânea dos meus bichos preferidos num mundo mágico em que todos eles convivem no mesmo ambiente em harmonia com muitas flores e etc.


Cavalos alados. A-do-ra-va. De preferência com rabo e crina bem enfeitadinhos e cheios de fru-fru. Nesse último cada um tinha um "elemento": o das flores, das folhas, das frutas e das pedras (o mais sem graça, tadinho).

Fadas e sereias. Bom, nem preciso falar nada, né. Hahaha. Esse último tem data, jan/92, então eu tinha 6 anos.

...e princesas. Esta princesa está a caminho de seu castelo, onde soltam fogos de artifício, e com muitas, MUITAS estrelas no céu. E cometas, e uma lua, sei lá. Eu brincava de princesa colocando umas camisolas rosa-choque cheias de rendas que minha mãe tinha.


Dinossauros! Era fascinada. Ainda tenho aquela coleção de dinossauros que saía nas bancas, e vinha uns pedaços de esqueleto de tiranossauro pra montar (o esqueleto não tenho mais =( ). Esses aí eram parte de um dos livrinhos que eu fazia, querendo ilustrar os diferentes tipos de dinossauro. Alguém se lembra do filme Em Busca do Vale Encantado? Eu amava.

Bom, são poucos desenhos que scaneei, porque morro de preguiça de scanear coisas, mas depois devo separar mais uns desenhinhos que eu achar legais pra colocar aqui!

domingo, 4 de setembro de 2011

Souvenirs

Da última vez que fui ao parque, eu queria muito encontrar uma pena de coruja, mas só achei pluminhas.
Mas também encontrei uma coisinha legal deixada pelas corujas: uma bolota.

Bolotas são feitas de pêlos, ossos, cartilagens e outros restos de bichinhos que a coruja comeu. Depois de digerir sua presa, ela regurgita a bolota com o material indigesto.

Achei umas duas bolotas, mas uma delas estava muito seca e se desmanchou. A que eu peguei é esta que está no pratinho de metal na foto. Dá pra ver vários ossinhos, de algum rato ou passarinho (clique na foto para ampliar).

Do lado tem três pluminhas das corujas, embaixo tem uma asa de mariposa e na esquerda, a parte de cima (cabeça e patinhas da frente) de um escorpião d'água (quem sabe tenha sido jantar das corujas, também).

Ali atrás, tem um crânio, um rabo e uma pata de rato. Esse rato morto tava aqui na minha rua fazia semanas, eu esperei ele secar pra tentar pegar uns ossinhos, só que a pele endureceu muito e quando fui tentar pegar o crânio, acabei quebrando a pontinha do focinho sem querer =(. Aí peguei só o maxilar inferior (que esqueci de incluir na foto). Mas depois de várias semanas, vi que os restos do rato ainda estavam onde eu deixei (na terra no pé de uma árvore), aí resolvi pegar o crâniozinho mesmo quebrado, uma patinha e o rabo.
Mas o rabinho acabou quebrando dentro da sacola de tecido em que eu coloquei pra trazer pra casa. Então eu fiz um curativo:

Essas aqui são as penas que guardei dos pássaros mortos que encontrei (um bem-te-vi e um sabiá, se não me engano), e também as pluminhas das corujas, amarradas.


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