domingo, 18 de abril de 2010

Pedaços de coisas que nunca foram terminadas

Temos um monte dessas! Algumas são REALMENTE velhas. Algumas talvez nunca sejam terminadas (embora isso me incomode - gestalts abertas). Algumas estão em andamento... lento, bem lento.


E agora eu sou uma pessoa que acorda cedo e trabalha. Estou na TechFront! No mundo mágico dos games onde todo mundo é nerd e legal.

Eu não havia ainda postado fotos desta belezinha que veio me visitar um outro dia, e não podia deixar de fazê-lo agora.

And just to keep it weird...

Fazia cosquinhas.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Passarinha terminada

Às vezes eu tenho medo de esquecer de tudo. Eu queria me agarrar a todo fragmento de coisa que sai de mim porque no minuto seguinte eu posso não ter mais nada.
Meus dias são um turbilhão de ventania, em que eu consigo me agarrar em algo seguro por um momento, mas logo em seguida, e sem aviso, o tufão me leva de novo, e eu fico sem chão, e não sei quando vou voltar a tocar algo sólido novamente.
Amanhã eu posso acordar e já ter sido levada, durante o sono. E não me reconhecer mais. O reencontro é sempre feliz, mas o tempo é curto, e talvez eu não saiba aproveitar. Vivo com medo de me perder, estou traumatizada.
Minha vida útil é curta. Eu vivo em espasmos.

E no momento, me expresso em espasmos também. Isso se reflete nos meus sonhos atualmente:
não consigo falar. Meus lábios não obedecem, minha voz é impotente, meu fôlego é curto. Eu falo aos sussurros, com dificuldade. Não enxergo bem, também. Sintomas.

Mas alguém está me ensinando (me lembrando) que eu posso viver em vôo, também. Talvez eu não precise ser sólida ou pisar no chão. Posso fazer arte no vento, com o vento. Alquimia. E quando estou em combate comigo mesma, isso pode acontecer em pleno ar, e ser transformado em arte, também.

É isso que se chama magia.
Eu esqueci por muito tempo, e continuo esquecendo, mas penso que estou cada vez mais perto de não esquecer mais, de tornar isso parte da minha matéria.
(ou me lembrar que é)

Eu só preciso me soltar no vento, e não tentar agarrar em mais nada.

Meu tempo é lento, meu passo é curto. E não adianta correr. É como nos pesadelos: você não sai do lugar.

Terminei a passarinha:
E na sequência, reciclei aquele desenho de outro dia, que ficou feinho, mas eu não quis jogar fora porque gostei de algo nele. Agora, sim.
Adoro reciclar.

Tudo pintado no Photoshop.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Passarinha in progress

Lembram deste desenho de uma passarinha com um crânio de outro passarinho na cabeça?

Então, eu resolvi brincar de colorir ele um pouquinho. Aí ficou assim:

Mas aí eu pensei, por que parar por aqui? Isso tá uma delícia de colorir.
Aí eu tô continuando, eliminando as linhas, refinando, etc.
Ainda não terminei. Mas aí vai um pedacinho:

Apesar de ter um milhão de pinturas começadas, na metade, e praticamente terminadas mas ainda faltando, eu continuo começando desenhos novos. Eu não sei finalizar nada! A não ser depois de um pouco mais de tempo que o que seria de se esperar. De gente normal.

Às vezes ouço pensamentos que não são meus (pelo que eu sei). Às vezes são pedaços de frases interrompidas, como fragmentos de uma estação de rádio. Gente falando trivialidades. Hoje, no caso, tinha alguém recitando poemas. Mas eu mal conseguia captar as palavras, era mais a sensação, o ritmo, o abstratismo do poema. A única frase que pesquei foi algo como "a alma mais insana".

Falando nisso, com que voz vocês pensam? É a mesma voz com que falam? Pensem nisso.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Bizarrices para o gosto de todos

Oi pessoal,
Ontem quando eu tava voltando pra casa, no frio e na garoa, achei uma mariposa bem bonitinha, e trouxe ela pra casa.


Já se foram os tempos em que eu colecionava mariposas mortas, mas vou deixar essa aqui comigo por um tempo.

Coisas que vocês encontrarão na minha mesa neste momento:
- Mariposa morta.
- Pedaço de casulo de borboleta.
- Caixinha com um beija-flor mumificado.
- Caneta, lápis, alicate, pingente, sal Cisne.
- Vasinho de azaléias rosa-claro.
- Vidrinho de canela em pó que eu jogo no meu fogareiro elétrico (que eu uso de aquecedor) pra ficar cheiroso.
- Livro de fadas.
- Pistola de cola quente.
- Etc.

Também tinha esse cogumelo que eu encontrei hoje, mas depois que tirei foto, botei ele na terra da floreira, porque ele fica vazando água amarela.



Daí tem esses rabiscos que eu fiz ontem, ou anteontem, de mulheres esquisitas, e inclusive com olhos nos peitos.


(nós podemos enxergar com os peitos, pra quem não sabe)

E também tem esse ACEO novo:

Fim!

sábado, 3 de abril de 2010

Simples


 
Um auto-retrato.
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