sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Besouro novo

Hoje meu dia estava muito chato, mas alegrou-se por um momento quando na rua encontrei essa coisinha verde adorável esmagada na calçada. Claro, não comemoro a morte horrível do bichinho, mas o fato de eu poder me tornar guardiã de seu corpinho. =)

Partes macabras: tava com as tripas de fora, tentei arrancar ali mas não deu. Levei até a padaria (escondido nas mãos pra ninguém ver e ficar com nojinho), enrolei em guardanapo, trouxe pra casa e terminei o serviço. Ainda não sei se tem que fazer algo em especial pra conservar, tirar o recheio, sei lá.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mensagens do Limbo dos Pensamentos

Neste post eu falei sobre o Limbo dos Pensamentos. Aqueles pensamentos que você tem (ou não... não sei o quão comum é isto) quando está no espaço entre o sono e a vigília, e de repente escorregam pra dentro de um abismo e você simplesmente não lembra no que estava pensando um segundo atrás. Sem a mínima pista. Você pode até ver os últimos resquícios desaparecendo no vazio.

Pois bem. Ontem tirei uma espécie de cochilo no ônibus, aquele estado em que se está de olhos fechados, quase afundando no sono, mas ainda pensando, seguindo uma linha de pensamentos. Foi quando o buraco se abriu e os pensamentos começaram a escorregar lá pra dentro.

Mas eu segurei o rabinho da última frase! E fiquei repetindo até chegar em casa, pra não esquecer. Não faço idéia da linha de raciocínio que deu origem a ela. Mas aí está, salva do Limbo dos Pensamentos no último instante:

"Pra onde a Roda da Caveira me passou?"

...
Aliás, falando nisso... muitos anos atrás, quando eu ainda era uma infeliz estudante de colegial com profunda insatisfação com tal condição e péssimas noites de sono, eu estava dormindo na sala de aula... não dormindo: estava nesse estado, sei lá, será que é alfa? Enfim. Lá, na minha mente ou seja lá onde fosse, eu estava lendo um livro. Via as páginas amareladas abertas à minha frente, cobertas de caracteres estranhos, alienígenas. Eu lia afoita, compreendendo tudo, um senso de descoberta fantástica tomando conta de meu espírito. Lia as palavras alienígenas e compreendia seu significado. Era importante.

Uma pena tudo isso ir parar no Limbo. Mas desta vez também fui esperta: antes de despertar, quando senti que a consciência da vigília plena - pesada demais para suportar essas visões frágeis e sutis - começava a se aproximar rapidamente, agarrei-me a qualquer coisa que pudesse trazer para o lado de cá. Trouxe duas das palavras que lia - mas perdi seus significados.

Faz muitos anos, mas lembro até hoje:

COVERLUGE
e
RYUUSKIAN

...
O que, aliás, me lembra de um sonho, em que eu estava em outro universo... literalmente. Eu sabia. Sabia que estava em outro lugar, com diferentes leis, diferente natureza. Sentada no anfiteatro, assistindo ao estranho espetáculo das criaturas daquele mundo, olhei para meus joelhos dobrados à minha frente, e tentei ancorar ali a mesma consciência que tenho enquanto acordada. A mesma sensação que teria ao olhar os joelhos de meu corpo aqui, neste mundo, para tornar aquela experiência ainda mais real.

Mas não foi possível. Tão logo comecei a tentar trazer para lá meu estado mental de vigília, tudo começou a parecer desmoronar, desvanecer. Como um cristal frágil. Desisti a tempo de não deixar quebrar, e tudo voltou ao normal. Há algo de pesado demais no estado mental de vigília, e lá era muito sutil. Não poderia suportar tal brutalidade.

domingo, 21 de novembro de 2010

Dançarina

Continuando a mocinha com 6 braços.
Não, não sei o que significa.

(não está terminada)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A Mordaça Gay

Lembram quando eu falei que queria escrever sobre outros assuntos aqui no blog? Bom, este é um daqueles momentos. E vai ser sobre política.

Tem coisas que eu vejo que dão tanta raiva que o coração dispara. Como certos textos e vídeos, e o pior, na área de comentários, muita gente "apoiando" aquilo e coisas assim.
Isso me dá uma tristeza enorme. Uma vontade de gritar que não tem por onde sair.

Bem, num fórum do qual participo, alguém postou este vídeo do pastor Silas Malafaia falando contra o PL/122 (projeto que visa criminalizar a homofobia). Ah, o polêmico projeto... e o pior: a pessoa que postou, comentou que apesar de não gostar deste senhor, admite que o vídeo é de uma "coerência total".

Eu não me aguentei e comecei a escrever uma longa resposta. Já digo, eu não sou muito boa em argumentação, nem em política, nem sou assim muito eloquente. Mas resolvi colocar minha resposta (adaptada) aqui no blog também. Só pra outras pessoas que porventura pensem em concordar com o Silas e precisem de uma ajudinha pra refletir possam, talvez, ler.

E porque eu não consigo calar a boca.

* * * * * *
Primeiro quero dizer que me sinto enojada ao ver esse vídeo, não só pelas coisas que ele diz, mas pela sua própria pessoa. Todo o gestual e modo de falar demonstra ignorância e boçalidade: se você precisa berrar e apontar o dedo pra convencer alguém de alguma coisa, tem algo errado aí.

Vamos analisar algumas coisas que ele diz.

"Se no pátio de uma igreja tiver um casal homossexual se beijando e o pastor mandar se retirar... 3 a 5 anos de cadeia."

Tá, peraí. O pastor vai mandar eles se retirarem por serem homossexuais ou por estarem se beijando no pátio da igreja? Ele agiria da mesma forma com um casal heterossexual? De que forma ele vai "mandar se retirar"? Por que um casal homossexual estaria se beijando no pátio de uma igreja? E depois, não é assim "se o pastor fizer isso, pega cadeia". O casal teria que prestar queixa, o caso seria analisado pra ver se a queixa procede, e só então alguma medida seria tomada se necessária.
O Silas cria uma situação hipotética absurda pra sustentar seus argumentos inconsistentes.

"Uma mãe descobre que a orientação de seu filho é uma babá homossexual e não quer. Quem tem mais direito de orientar filho...? (fazendo gestos frenéticos com as mãos)" etc.

Como assim "a orientação de seu filho é uma babá homossexual"? Ele quis dizer que a orientadora de seu filho é uma babá homossexual, eu imagino. E desde quando a orientação sexual de alguém "pega" na criança ou em outra pessoa? Desde quando a babá vai "ensinar" o filho da mulher a ser homossexual? E se a babá fosse judia, ou budista, o mesmo motivo poderia ser alegado? Ela poderia ser demitida apenas porque a mãe alega que não quer que seu filho tenha orientação judia ou budista? E olha que uma religião é muito mais passível de ser "ensinada" a uma criança do que uma orientação sexual.
Novamente, uma situação hipotética completamente absurda para assustar os conservadores...

"...não têm força para defender seus princípios e querem colocar no patamar da questão racial". (seguido do sarcástico "queridô...). "Ninguém nasce e escolhe sua cor" (...) "Homossexualismo é comportamental".

É. Não só no mesmo patamar da questão racial, mas também de religião, por exemplo. Discriminação religiosa é crime, certo? Mas também é uma questão comportamental. Não é genética, como a questão racial ou de sexo. E o "comportamento" homossexual não é uma opção tampouco. Ninguém "escolhe" ser homossexual.
E vamos lembrar que o termo correto é "homossexualidade" e não "homossexualismo".

Outra: o projeto não tem nada a ver com criminalizar "quem é contra a prática homossexual". O projeto de lei apenas pune condutas e discursos preconceituosos. Você não precisa aceitar ou gostar da existência da homossexualidade, não precisa achar certo ou bonito. Dentro da sua igreja, você pode dizer que é pecado, à vontade, porque sua religião e o que ela considera "pecado" ninguém de fora vai discutir. Mas você não pode discriminar, agredir, tratar mal uma pessoa por ser homossexual, assim como não pode fazê-lo só por ela ser mulher, ou por ser negra, ou por ser judia. Só isso. É muito injusto? Cadê o "privilégio" nisso?

E uma coisa que me chamou a atenção foi o modo como ele gesticula quando diz "os homossexuais querem lutar por seus direitos? É um problema desse grupo social" - fazendo um gesto de quem afasta e desdenha com as mãos. Pera lá: não, não é "um problema desse grupo social". O problema de um grupo é o problema de todos. Ou a luta das mulheres pela igualdade de direitos é uma luta apenas das mulheres? A luta dos negros pelo seu lugar e tratamento dignos na sociedade é uma luta apenas dos negros? Não. É tudo uma questão de direitos humanos, e isso diz respeito a todos nós. Se um grupo está sendo prejudicado no que diz respeito a direitos humanos, isso é responsabilidade de todos nós, não apenas do grupo em questão.

Neste ponto parei de comentar o vídeo, porque já foi ruim o suficiente vê-lo uma vez, e desisti de assistir de novo até o final para comentar cada ponto separadamente.

Quanto a questões como liberdade de expressão, liberdade religiosa e outros detalhes, sugiro a leitura deste link para maiores esclarecimentos:

http://www.naohomofobia.com.br/lei/index.php

E pra rir:
http://theoatmeal.com/comics/literally


domingo, 24 de outubro de 2010

A Pequena Sereia



Imagina se eu ia começar a pintar um desenho e ir até o fim? Nããão. Peguei outro rabisco velho e comecei a pintar também.
Essa é a Ariel, a Pequena Sereia, na minha versão - porque pra mim sereias não são meninas fofinhas com rabo de peixe, mas, citando o filme Peter Pan de 2003...

"...são criaturas sombrias, em contato com tudo que é misterioso."

Sereias vivem na água, lar de emoções profundas, abismais, na companhia de lindas criaturas coloridas e horríveis monstros abissais. E também a origem da vida como conhecemos.

Eu amava a Ariel quando era criança, e queria ser uma sereia a todo custo. Ia pra piscina e cruzava os pés pra fazer de conta que era uma cauda de sereia, e ficava feliz tentando nadar desse jeito.
Gostava do jeito que meus cabelos se comportavam debaixo da água, se mexendo daquele jeito macio.

(ainda hoje, se por acaso vou à praia,
faço de conta que sou sereia
e fico rindo sozinha brincando com as ondas,
e com as outras sereias invisíveis)


Eu confesso: eu gosto de princesas da Disney. Tenho meu lado girly. Mas a maior diversão mesmo é pegar elas e subvertê-las a uma versão menos vazia, mais repleta de mitologia.


PS: Ah, obviamente isto é um WIP. Não tá pronto. Tá?

sábado, 23 de outubro de 2010

O limbo dos pensamentos

Work-in-progress. Um desenho de 2008 que resolvi pegar e colorir nesta madrugada, porque reciclar é bom.

Aí eu queria falar sobre uma coisa que acontece comigo sempre mas é tão surreal que eu sempre esqueço, mas outra noite aconteceu e eu anotei no caderno pra não esquecer.

Você está com os olhos fechados pra dormir, e viajando nos pensamentos. Começa a pensar em algo, vai seguindo a linha de pensamento, é uma coisa lógica, normal. De repente é como se o observador na sua mente se tornasse consciente daquilo e você se afastasse subitamente daquele pensamento e ele perdesse totalmente o sentido em uma fração de segundos. Estava tudo bem até algo acontecer na sua mente, como se você desse um salto e o que estava pensando até então se tornasse bem distante, e se fragmentasse, e sumisse rapidamente, e o único pedaço que fica é algo que você não entende, até que, por mais que você faça um rápido esforço pra agarrar aquilo que está fugindo, já era. Perdeu-se num abismo esquisito, talvez lá pro fundo do seu inconsciente, e você VÊ isso acontecer bem ali na sua frente. O pensamento escorregar pra um buraco negro e você esquecer instantaneamente.

É uma sensação bem surreal. Como se você mudasse de dimensão de repente, e aquilo que fazia sentido até um segundo atrás já não faz mais, neste universo. É tão estranho que por mais que sempre acontecesse, eu nunca lembrava disso em outros momentos. O próprio momento em que isso acontece desaparece da memória. Mas quando acontece, surge aquela sensação de familiaridade, como naqueles sonhos em que você sente que já esteve naquele lugar/situação antes, em algum outro sonho que já teve. Você só lembra daquilo quando está sonhando, quando está no universo dos sonhos, aí você lembra que já esteve naquele lugar, porque está ali de novo. É a mesma coisa, esse limbo dos pensamentos. Você só se dá conta de que já aconteceu antes, quando vai parar ali na beira do abismo de novo, e vê o pensamento escorregando lá pra baixo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Um pedaço de sinceridade

Há um tempo tenho pensado na maneira como utilizo este blog.
A ideia inicial era fazer dele apenas um blog para expor meus desenhos e ilustrações, e coisas relacionadas. Talvez um textinho ou outro, de cunho pessoal/fantasia. Porém, ultimamente tenho sentido a urgência de falar sobre outros tipos de coisas, mas que eu sentia que não tinham espaço neste blog, que deveria apenas se tratar de arte. Imaginei que as pessoas entrariam aqui para ver desenhos e não se interessariam por textos longos sobre qualquer outra coisa.

Pensei então em criar um segundo blog, apenas para escrever sobre essas coisas. Mas essa idéia me incomodava: apesar de eu me sentir "dividida" entre vários aspectos de mim mesma, tento sempre buscar a unificação. Me perturba ter que ser uma pessoa aqui, outra lá. Expor um pedaço de mim aqui, outro ali, e nunca misturar, pois os ambientes, as pessoas, os leitores, os alvos são diferentes.

Eu sempre quis, e é um trabalho constante, encontrar uma maneira de centralizar tudo o que eu sou em uma pessoa só. Não ter medo de expor pensamentos ou ações em algum lugar que pareça "inadequado", me baseando no que as pessoas esperam. Sou uma pessoa que gosta de agradar e tem necessidade de ser aceita. Mas quando existe um conflito deste tipo, entre "ser e não ser", a melhor saída é sempre a sinceridade crua. Colocar as entranhas pra fora, e pronto: estão aí, vejam, é isto que sou. Fique quem quiser, olhe quem quiser.

Às vezes não tenho novos desenhos, não estou inspirada para arte mas há outras coisas em mim querendo se manifestar e eu não permito, porque "não há lugar adequado". Então decidi designar este blog também a isto: expor outras partes de mim, da minha mente, da minha alma, sem estas travas. Não quero mais seguir este tipo de lei. Há tanto que se prende na garganta e no peito sem ter por onde sair, porque eu mesma não permito. Então que haja esta janelinha, por onde um fio possa escorrer e atingir o mundo externo. Se eu não puder ser com liberdade, não há mais nada que eu possa fazer.

sábado, 16 de outubro de 2010

The King is Dead

Gente eu achei isso aqui e de jeito nenhum que eu lembrava. Hahaha. Fiz em algum momento de insanidade RANDOM alguns anos atrás.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Uma pequena viagem

Hoje estou com vontade de colocar aqui um montão de fotos.

Como estas que tirei no parque Barigui, de um sapato que apareceu por lá, depois que o lago encheu. Entre outros lixos diversos, que é uma coisa triste de se ver. Pra mim é um tipo de doença, essa espécie de descaso das pessoas com o ambiente.

Sempre que vou lá, visito um sapinho que mora dentro de um buraco numa árvore. Eu e meu amigo achávamos que ele estava preso, e "salvamos" ele de lá uma vez. Mas no outro dia, lá estava ele de novo. Então concluímos que era mesmo a casa dele...

Também tirei essa foto do céu, com essa nuvem num formato legal, parecendo asas abertas, e se prestar atenção tem um pescoço comprido com uma cabeça de ave lá em cima.

Também tirei fotos dos meus gatinhos tomando sol perto da minha janela.

E este é mais um item de minha coleção de coisas... uma caixa cheia de folhas e flores secas, geralmente colocadas dentro de livros. Também tem outras coisinhas, tipo uma pinha, uma casca de paina (eu acho), um casulo esquisito, etc.

Este é um "esqueleto de folha" que achei no parque também. Ainda tem uns pedacinhos de folha seca grudados, e foi meio mastigado por gatos.

Aqui estão algumas penas da minha coleção. Todas elas foram encontradas por aí, algumas eu ganhei. Nenhuma foi comprada nem nada.

Essas branquinhas aqui são de cisne, que eu peguei num gramado num parque na Irlanda. Sei lá, cisnes são tão lindos e a grama tava repleta de penas tão branquinhas, que eu pulei a cerquinha e fui lá pegar. Ali atrás tem uma pena grandona de urubu que não dá pra ver, por causa da pena de avestruz que tá na frente, e que eu ganhei de uma moça que disse que meu gosto por penas tem a ver com uma ligação com a deusa Ísis.

E aqui tem um montão de penas de pavão, e uma linda de faisão, que eu ganhei do cara do aviário do Mercado Municipal. Eu não gosto do aviário, mas sempre que passo por perto eu vou lá visitar os bichinhos, mesmo eles estando em condições horríveis...

E aqui umas coisas na minha prateleira de livros.

E hoje chegou pelo correio esses crânios de pássaros, feitos pela artesã Malodora.

Ela mandou junto de presente um anel SUPER bizarro e engraçado:

Pronto, fim da viagem de hoje pelas coisas da Carol.

sábado, 9 de outubro de 2010

Igor e Luna

Igor é o sia-lata. Herdou os genes mais nobres da família, mas a pelagem de siamês é manchada de branco igual a irmãzinha. É vesguinho. Gato grande e pesado, às vezes tenta subir em algum lugar mais alto e cai de bunda no chão. Também já deu de cara no vidro algumas vezes. Caçava o próprio rabo quando era mais novo mas já parou com isso. Gosta de mamar em cobertores e blusas felpudas, por mais que a gente diga que não sai leite dali, e deixa tudo babado. Adora correr pela casa loucamente e praticar le parkour nos sofás. É meio bobo.

Luna é preta-e-branca e tem olhinhos verde-musgo. Uma das suas pupilas tem um formato diferente da outra (mas só dá pra ver isso quando as pupilas estão contraídas pela luz). É menorzinha e mais leve que o irmão. Gosta de se enfiar debaixo da coberta junto comigo antes de eu levantar de manhã, e ficar lá ronronando e me lambendo (a linguinha áspera machuca, então dou a palma da mão pra ela lamber, que dói menos). É miona, mia o tempo todo como se quisesse alguma coisa e a gente não sabe o quê. Adora olhar pela janela.

Coisas a se aprender com os gatos:

- Espreguice-se de todas as formas que imaginar.
- Tire sonecas gostosas.
- Brinque feito bobo.
- Não precise de muito pra se divertir. Aliás, se divirta com qualquer coisa.
- Tome banhos de sol.
- Demonstre seu carinho.
- Receba carinho sentindo todo o prazer do mundo.
- Entregue-se.
- Quando quiser sair do colo e não deixarem, use as garrinhas.

Edit: Esqueci de contar como eles vieram parar aqui. Esses dois gatinhos foram abandonados filhotes e encontrados por uma protetora, a Mah. Ela colocou a foto deles no orkut pra adoção. Eles ainda estavam mamando em mamadeirinha... Quando mostrei pra minha mãe perguntando se podíamos adotar um, ela disse que adotaríamos sim... os dois! Ela não quis separar os irmãozinhos. Nem preciso descrever minha felicidade, né? Agora tenho um caso de amor com esses dois bichaninhos bagunceiros.

domingo, 19 de setembro de 2010

Strange magpie

Tenho síndrome de magpie. Mas minha afinidade não é exatamente por objetos brilhantes. Por onde ando, procuro coisas pra catar e trazer pro meu ninho. Isso inclui penas, pedras, folhas, flores, insetos e bichos mortos.

Claro, quando se trata de bichos mortos, só pego se estiverem de alguma forma administrável e não-nojenta (embora muitas pessoas irão considerar nojenta esta minha prática, de qualquer forma).

Como este pequeno beija-flor naturalmente mumificado. Quão raro é encontrar um beija-flor morto? Ele teve o corpinho limpado por formigas, sol e chuva, enquanto ficou exposto no solo. Eu estudei maneiras de limpá-lo totalmente para ficar apenas com o esqueletinho, mas comecei a gostar dele desse jeito mesmo (e tive medo de estragar).

E outra aquisição recente foi este osso de pássaro que encontrei na beira do lago no parque. Não sei de que pássaro é. Penso que pode ser de quero-quero, já que tem muitos por ali, e o formato parece coincidir com algumas fotos que eu vi.

Depois tirarei fotos dos meus outros tesourinhos. Calma, provavelmente não serão tão chocantes quanto estes.

sábado, 4 de setembro de 2010

Lavender

Fadinha pronta. Aposto que é a primeira fada com celulite que você já viu.

As flores no cabelo dela são florzinhas de lavanda, ou alfazema. Uma das plantinhas mais bonitas e cheirosas, de perfume fresco e limpo, sua fragrância inspira tranquilidade e pureza,cresce em campos infindáveis que parecem um sonho.

Desde a antiguidade está associada à idéia de limpeza, tanto que seu nome vem do latim lavare - lavar. Os romanos a utilizavam em seus banhos e as mulheres vitorianas a usavam em travesseiros que cheiravam para se recuperar dos desmaios causados pelos corpetes apertados. Alivia a insônia, exaustão, depressão e irritabilidade. Acalma os nervos e a dor, estimula a imunidade, reduz as ondas cerebrais e o stress, e, uma informação engraçada: ao ser testada em escritórios, diminuiu em 25% os erros dos funcionários que trabalham em computadores.

A flor seca em saquinhos de algodão colocada em armários espanta insetos e traças, e perfuma as roupas, a cama, o quarto.

Existe o mel de lavanda, que eu nunca provei, mas deve ser uma delícia.

E meu sonho é ir parar num lugar desses:

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Lavender WIP

Work-in-Progress.
Deixando as mãos por último, porque é o mais chato.

Vou dormir a contragosto. Sinto falta das madrugadas silenciosas e solitárias, em que posso afundar no meu mundo e matar a sede da alma.
Posso sorver pequenas gotas aqui e ali, mas com o passar dos dias, o contato com o mundano vai empurrando a alma pro fundo, e não dá nem pra dizer que é dolorido ser inteira superfície, porque ruim mesmo é não sentir dor alguma.

domingo, 22 de agosto de 2010

Octopus finale


Eu nunca cheguei a postar aqui o desenho do polvo terminado, então aí está. O primeiro post com o work-in-progress está aqui, junto com explicações sobre o simbolismo do polvo (vocês sabem, adoro simbolismos).

Ah, e hoje eu peguei um pouco de seiva que escapava de uma árvore e fiz uma bolinha.

Mas não era cheirosa, como a seiva do pinho. Não tinha cheiro nenhum.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Fada gordinha feliz e dançante

Fechar gestalts é importante, né? Especialmente quando se trata de um trabalho comissionado que atrasou horrores por causa da sua inconstância criativa e caoticidade generalizada. Mas bem, aí está: a fadinha que desenhei a pedido, terminada! Estou bastante satisfeita com ela. Claro, sempre fica aquela sensação de "ainda pode melhorar", mas às vezes simplesmente temos que parar em algum momento, hehe!

O pedido foi de uma fada gordinha, feliz, em meio à natureza, talvez dançando. Foi nisso que deu.
Vamos ver se, aproveitando o embalo, termino outros trabalhinhos começados. E fecho outras gestalts, e passo a me sentir mais leve, e consequentemente, mais livre e criativa.

Vou aproveitar o post para divulgar alguns links.

arteiros.sa - Blog de artistas do qual estou participando! Pra quem gosta de ver trabalhos de vários ilustradores, rabiscos, e tal.

NerDevils - Outro blog grupal, de nerds endemoniados vomitando infâmias em um blog caótico. Aí tem de tudo, divirtam-se.

Canvas Cycle -Me mostraram hoje o trabalho fantástico desse artista, o Mark Ferrari. São paisagens em pixel art, incrivelmente detalhadas, com animação, e ainda por cima com sons de natureza, que te transportam pra dentro do cenário.

Arauto da Consciência - Blog com muitas informações e idéias sobre política, direitos animais, veganismo, e reflexões em geral.

E por hoje é só.

domingo, 8 de agosto de 2010

Apocalipse e Gatinhos

Olá, ainda lembram de mim? Algumas eras se passaram desde a última atualização, mas aqui ainda vive.
Estou terminando algumas pendências e logo terei tempo para desenhar. Viva!
O único desenho que fiz nos últimos tempos foi... isto:

Este monstro era parte do sonho que tive esses dias, em que eu era um dos Cavaleiros do Apocalipse... mais ou menos. Este era um deles, o que se chamava "Rage".
Foi assim: enquanto andava de carro, avistei 3 enormes pássaros negros na beira da calçada. Quando passei por eles pela segunda vez, resolvi descer e ir até lá. Perto, havia duas pessoas olhando os pássaros. Chegando mais perto, vi que os pássaros tinham rostos humanos... e as pessoas então se viraram para mim, e pude ver que não eram pessoas, mas seres monstruosos, um dos quais era o camarada do desenho acima. Ele estava com a "cabeça" abaixada, e quando levantou pude admirar suas feições adoráveis sem olhos nem nariz, só essa boca horrenda. Era todo branco, acinzentado, coberto de tatuagens.
Quando me viram, se levantaram e começaram a invocar seus poderes do Apocalipse, fazendo o céu escurecer e o mundo estremecer, pois era a mim que eles estavam esperando.

Rage tinha amantes de ambos os sexos, os quais esfaqueava depois do amor. O segundo e único outro Cavaleiro do qual me lembro era Guerra, que se parecia com um porco gordo e imundo, rodeado por moscas, e gostava de fazer experiências macabras com humanos, estilo nazista.

Não lembro qual "Cavaleiro" eu era. Mas esses Cavaleiros eram diferente dos que se conhece. Eram uns conceitos que no sonho me lembrava os Perpétuos do Neil Gaiman.

Em dado momento do sonho, eu e os outros Cavaleiros ficamos com vontade de comer pipoca. Então transformamos as nuvens brancas em pipoca. Para ter pipoca doce, esperamos o sol se pôr, com sua luz tingindo as nuvens de laranja... e então as transformamos em pipoca doce.

Deixo vocês agora com fotos dos meus diabólicos gatinhos adotados há uns 2 meses, Igor e Luna.

Na frente do meu monitor, é um dos lugares preferidos deles...

domingo, 27 de junho de 2010

Mariposa Açucarada

Nop, sem desenhos novos por enquanto. Entre trabalho(s), cuidar dos novos gatinhos (sim, adotei 2 lindos gatinhos faz algumas semanas - Luna e Igor! Depois falo sobre eles) e outras coisinhas, não tá sobrando tempo pra desenhar.

Então eu vou falar sobre uma espécie de mariposa muito fofa que descobri esses dias - a Rosy Maple Moth, ou "Mariposa Rosada do Bordo" (Dryocampa rubicunda). O nome cai bem, porque do Bordo é feito aquele xarope doce que os americanos colocam nas panquecas. E essa mariposinha parece um doce...

Não é inacreditável que essas cores sejam naturais? Pena que, pelo que vi, ela só é encontrada na América do Norte.

Esta é uma aquarela do artista John Abbot, mostrando as lagartas e adultas da Rosy:

E a fantástica foto macro abaixo pertence a Kikariz. Vejam como ela é peludinha.

Mais algumas fotos e suas respectivas fontes:


Pronto, agora vocês conhecem mais uma mariposa muito legal! Pra quem pensa que só as borboletas são coloridas, e mariposas são cinzas e sem graça... essa aí bota muita borboletinha no bolso em matéria de cores.

Com certeza vou usá-la como inspiração para um futuro desenho de fada-mariposa...

domingo, 23 de maio de 2010

Vert

Este post, não propositalmente de início, vai ser todo verde.

Pra começar, os WIPs das últimas fadinhas em que tenho trabalhado: a comissionada do post anterior e mais uma outra.

As asas desta última foram baseadas nesta linda borboleta que descobri enquanto buscava inspiração para as asas da fada, a Siproeta stelenes, conhecida como borboleta Malachite (Malaquita - também o nome de uma pedra preciosa verde). Achei ela fantástica, tem variações com tons azulados.

Aí lembrei que já vi ela uma vez... até tirei foto, pois nunca havia visto uma borboleta verde. Mas fotografei com as asas abertas, o lado inverso é um pouco diferente.


Links verdes, sem ordem nenhuma:

For Strange Women - Uma loja do Etsy que eu adoro. Perfumes artesanais deliciosos, entre outros produtos, como protetores labiais, sais de banho e ornamentos. Tudo 100% natural, com um ar de excentricidade e paganismo.

E-lixo - O lixo eletrônico, como pilhas, baterias e celulares não devem ser jogados no lixo comum. Este site tem mapas dos locais próximos da sua casa que recebem e reciclam este tipo de resíduo.

Bate-papo com o artista Sílvio Alvarez no blog Como Você se Inspira - Achei por acaso e adorei conhecer o trabalho dele, que é todo feito com colagens, assim como o que há por trás desse trabalho. Muito sensível. Na entrevista tem link pro site e flickr dele.

Hand made Hobbit Hole - Uma casinha de hobbit em miniatura feita à mão... tudo verde, sabe? Lindinho, e ultimamente ando com uma vontade de fazer miniaturas. Sem falar que dá uma vontade de morar numa casinha assim, tudo muito gostoso e orgânico.

Filme HOME - Um filme de Yann Arthus-Bertrand. A história de nossa casa, nosso planeta. Como começou, e como ficou como está agora. "É tarde demais para ser um pessimista".
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