sexta-feira, 31 de julho de 2009

De volta ao papel...

Depois de tanto tempo só mexendo com pintura digital, a fada verde que postei anteriormente me levou de volta ao papel e ao pincel. Estou amando. A aquarela é mágica. O grafite também.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mariposa e a romã - II

Progresso da mariposa com a romã.

Quando comecei o desenho não pensei que ela estaria segurando algo. Mas notei que gestos são algo que falta em meus desenhos... sempre acho eles estáticos demais. Então pensei num objeto, numa fruta, e finalmente na romã, frutinha cheia de significados... no caso, meu preferido, a descida de Perséfone ao submundo.

O submundo da mitologia grega tem tanto a ver com o mundo das fadas. É só notar que, no mito de Perséfone, o que faz com que ela tenha que retornar sempre ao Hades é o fato de ela ter consumido as sementes de romã - pois quando se come ou bebe algo lá, você fica ligado ao lugar para sempre. Igualzinho ao mundo das fadas: nunca aceite alimentos ou bebidas quando estiver lá... você ficará irremediavelmente preso àquele mundo.

Também não entre em círculos de cogumelos e definitivamente não dance junto com eles.

E como estou muito vaidosa com minhas unhas douradas, tirei fotos delas com minha rosa de latão.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Mariposa e a romã

Taí uma coisa que acontece sempre: quando eu verbalizo a falta de inspiração, o período acaba. O fato de eu falar no assunto deve colocar as forças de volta em movimento. Ou o fato de o período estar terminando é que me faz falar nele, e aí é como a pressão final que faz a rolha estourar e voar longe.
Acho que nunca vou saber a ordem desses fatores, mas o que importa é que é assim que acontece.

Cada desenho é uma jornada pra mim. Uma verdadeira viagem por meus próprios mundos, que vou descobrindo, e neles me encontrando. Por isso, evoluir na arte é ter mais ferramentas para me descobrir. É chegar mais perto de mim. Porém, provavelmente sem nunca tocar... como chegar cada vez mais perto do céu, e ao invés de chegar num fim, descobrir sempre ainda mais espaço, mais infinito, mais imensidão, mais estrelas.

domingo, 26 de julho de 2009

Astarte in-progress

Este é um pedaço da deusa Astarte que estou pintando. Tá durando uns meses já... ando numa seca criativa essa semana. Também, dias cinzas e chuvosos e pesadelos à noite não são lá muito inspiradores. Bem, deveriam ser. Eu deveria ser capaz de espremer a realidade cinza e dura até extrair cores líquidas dela. Afinal, é sua essência. Qualquer coisa menor que isso não é real.

Mas às vezes a gente se perde no superficial. Fico muito brava comigo mesma se penso demais nisso. Deixa, deixa esse tempo passar, que logo eu vou estar tão bem munida que vou dominar e transformar todos os demônios cara-cinzas. Como deve ser.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Experiência aquarelística da fada verde

Então eu achei esse desenho velhíssimo de fada na gaveta - deve ter uns dois anos. Não sabia o que fazer com ela então resolvi estrear meu joguinho de aquarela em bisnagas.


Fazia séculos que eu não pintava por meios tradicionais. Comecei a redescobrir os prazeres da pincelada e da mistura de tintas. Sem medo de ser feliz.

Mas não fiquei muito satisfeita com o resultado das cores, queria mais contraste e mais brilho. Sei lá, aquarela é meio apagadinha, ou talvez seja falta de prática minha... Resolvi tascar o lápis de cor pra reforçar os tons.

Pronto. Longe de perfeita, mas até que ficou bonitinha. Até vou resistir à tentação de corrigir digitalmente os olhinhos tortos dela.

Ah, e eu fiz uma coisa que SEMPRE quis fazer: usar sal na aquarela úmida! Que efeito legal! Usei um pouco no fundo. Tava passando o pincel quando tive a idéia, corri (literalmente) pra cozinha (em plena madrugada) e catei aquele potinho CLÁSSICO de Sal Cisne. Uma gracinha!


Fim.

domingo, 19 de julho de 2009

O simbolismo da mariposa

Baseei as asas desta fada na linda mariposa Actias luna:

Assim como a borboleta, a mariposa também passa pelo processo de metamorfose, tão significativo como símbolo de transformação. Mas ao contrário das borboletas, as mariposas são noturnas.
Para os astecas, a mariposa era conhecida como o "Sol Negro", pois atravessa os mundos subterrâneos em sua viagem noturna. Há uma deusa na mitologia asteca chamada Itzpapalotl - de "itzili", obsidiana, e "papalotl", mariposa, pois em suas asas leva navalhas de obsidiana, uma pedra negra. A mariposa Attacus atlas é associada a esta deusa.

Mariposa Attacus Atlas

A mariposa é o fogo oculto que simboliza a morte - mas a morte transformadora, pois deve-se compreender que não é esmagando a lagarta que conseguimos que ela se transforme em borboleta ou mariposa. Trata-se de um ciclo contínuo de transformação. Portanto, também simboliza a imortalidade.

As mariposas são o movimento nas sombras, a alma das bruxas. Sentem-se atraídas pela luz, simbolizando a busca arrebatada pela verdade, assim como a alma se sente atraída pela divindade. Também da força consumidora da paixão, pois voa em torno do fogo, que a atrai irresistivelmente, até ser queimada.

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Edição em 12/agosto/2016:  Além de este ser um dos posts mais visitados do blog, por muita gente curiosa pra saber o que significam as visitas que receberam de mariposas, esse texto também foi amplamente copiado para outras páginas sem créditos ao original. Então, só pra constar, este é o original ;)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Blog nascido!

E finalmente ele se fez: este blog será alvo de meus rabiscos, além de também alguns trabalhos refinados e terminados.
Sempre tive minha galeria no DeviantArt (http://aeryael.deviantart.com), mas penso que ela seja um pouco inacessível, sem falar na censura de mature content (vide: nudez), que faz com que visitantes que não sejam registrados no site não consigam ver certos desenhos (os que contêm peitos de fora - no meu caso, realmente muitos).

E meu tema e inspiração estão, é lógico, escancarados: o mundo de fadas, e sonhos, e fantasia, tão reais e presentes para mim. Não tem como fugir. Este vai ser o tema principal dos desenhos expostos aqui. E o que mais me der na telha.

Bem-vindos sejam os aventureiros!
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