terça-feira, 18 de março de 2014

Mariposa Atlas e suas amigas

Da viagem que fiz no feriado trouxe algumas lembrancinhas da natureza que encontrei tanto no mato quanto na cidade.


Aqui o destaque é pra esta mariposona do centro, que foi a maior surpresa: eu encontrei na entrada de um shopping! É um verdadeiro tesouro, mesmo estando com as asas um pouco danificadas. Mas o mais supreendente é que, segundo pesquisei, esta se trata de uma mariposa Attacus atlas, e segundo a Wikipedia, ela deveria ser encontrada somente na Ásia e além disso, supostamente, é rara. No entanto, já ouvi de 2 amigas diferentes que disseram ter visto (e fotografado) esta mariposa por aqui...

A mariposa Atlas é considerada a maior do mundo (pelo menos em termos de área total das asas, pois em se tratando de envergadura, ela é superada pela mariposa-imperador), com envergadura de 25-30 cm. Só que esta que eu encontrei tem apenas 16 cm de envergadura... Será que existe uma variação tão grande no tamanho dos espécimes? Eu achava que borboletas e mariposas de uma mesma espécie sempre teriam mais ou menos o mesmo tamanho... vai entender!

A mariposinha que parece folha seca, na parte de baixo da foto, eu não pesquisei qual é, mas também encontrei no shopping (estava um verdadeiro cemitério de mariposas por lá) - juntamente com as marronzinhas e aquelas pequeninas e brancas, que têm asas peroladas e um rabicho de vassoura. Tirei fotos em close destas porque gosto muito de coisas furta-cor:

A borboleta amarela, a vespa enorme e aquele capacete de besouro encontrei em trilhas no mato, juntamente com a pena, que é preta-amarronzada com sutis reflexos azulados.

Onde estive (que era numa área de camping em Analândia - SP, pra quem estiver curioso!) também havia muitas daquelas borboletas Morpho, que são azuis por cima e marronzinhas com "olhinhos" embaixo. Eram enormes e era lindo vê-las flutuando por lá, com o azul metálico brilhando ao sol. Não sei exatamente de que espécie eram, e infelizmente só consegui fotografar uma que estava pousada, com as asas fechadas:


(é claro que varri toda a área com os olhos em busca de uma destas morta pra eu poder trazer comigo, mas não foi desta vez...)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Bichinhos do Jardim Botânico

No final do ano passado eu estava indo várias vezes ao parque pra caminhar e tirar fotos. Fotografei vários bichinhos que ainda não tinha postado aqui. Numa dessas vezes, uma moça que me viu tirando as fotos até me perguntou onde eu postaria, dei o endereço do meu blog. Não sei se ela chegou a visitar, mas se visitou, deve ter ficado desapontada por eu ainda não ter postado as fotos que tirei dos bichinhos daquele dia, hahaha, então aí vão eles:



Gralha-picaça! Adoro a carinha dela.

Filhotes de quero-quero.

Besouro gorgulho.

Borboletinha na verbena.



Cotia!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Harvest

Pintura digital nova!


Tava com vontade de pintar um capeto vermelho fazia um tempo. Comecei durante o período de Escorpião, hehehe... Mas só terminei agora.

Em certo estágio o fundo tava totalmente diferente:


Eu tinha me inspirado, pro desenho do halo, numa pintura renascentista do menino Jesus, só que versão neon. Apesar de ter gostado do design, achei que não combinou muito bem com o desenho, então guardei pra usar em alguma outra oportunidade.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Sketching

 

Tenho feito uns rabiscos =) Ambos foram feitos no sketchbook, com um pouquinho de alteração digital. Eu tô feliz por ter voltado a desenhar com grafite, coisa que fazia um bom tempo que não fazia. Sinto que preciso estudar muita anatomia, luz e sombra, e efeitos com o grafite em geral. Mas também tenho tentado encontrar aquela fluidez em desenhar com sentimento e com prazer, permitindo-me me divertir, sem racionalizar e travar demais. E também entrar em contato com minha simbologia pessoal.

Os desenhos sem edição!
Os desenhos do sketchbook são mais descompromissados, mas qualquer hora vou tentar fazer desenhos a grafite mais bem finalizados.

Outro dia eu até comprei um sketchbook novo na papelaria. Achei tão bonitinho, encadernado com capa de tecido. Nem terminei o sketchbook antigo, mas não resisti, hehe! Acho que nunca é demais... Talvez eu carregue ele na mochila por aí, junto com algum material de desenho, pra poder desenhar fora de casa de vez em quando.

O com estampa de flor, embaixo, é o antigo, e foi feito à mão pela minha amiga Jana!
Ah, e teve um ACEO que fiz esses tempos, a partir de um desenho maior que não deu certo, hahaha. Foi esta feiticeira com papoulas nos cabelos. Já foi vendido!


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ovo

Bom, este é o último post do ano! Não que seja nada muito especial, mas resolvi postar alguma coisinha aqui só pra fechar o ciclo. =)

Fiz esse desenho meio rapidinho pra simbolizar o que vem de novo por aí.
Toda coisa nova é um ovo.


E aqui uma mensagem do Neil Gaiman (que é do ano passado, mas serve pra todo ano, né?), traduzida por mim:

"Espero que neste ano que está vindo, você cometa erros.

Porque se você está cometendo erros, então você está fazendo coisas novas, tentando coisas novas, aprendendo, vivendo, se esforçando, mudando você e o mundo. Você está fazendo coisas que nunca fez antes, e, mais importante, você está Fazendo Algo.

Então este é meu desejo para vocês, e para todos nós, e meu desejo para mim mesmo. Cometa Novos Erros. Cometa gloriosos, maravilhosos erros. Cometa erros que ninguém nunca cometeu antes. Não congele, não pare, não se preocupe se não estiver bom o suficiente, ou se não estiver perfeito, seja o que for: arte, ou amor, ou trabalho, ou família, ou vida.

O que quer que tenha medo de fazer, Faça-o.

Cometa seus erros, no próximo ano e para sempre."

- Neil Gaiman


E quero aproveitar e agradecer a todos que têm acompanhado meu blog, e deixado comentários carinhosos nos meus posts. Vocês me deixam feliz e me incentivam a continuar. Desejo um lindo 2014 a todos! ♥

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Vali

Aquarela, no sketchbook.
Vali Myers, a Bruxa de Positano. Nascida em 1930, em Sydney, abandonou a escola aos 14 anos para trabalhar para pagar aulas de dança. Tornou-se bailarina na Melbourne Modern Ballet Company. Depois, foi para Paris perseguir sua carreira, mas acabou assumindo um estilo de vida boêmio, se associando a diversos artistas e intelectuais locais, passando as noites em cafés desenhando e fazendo sua arte. Em 1955 mudou-se com seu então marido, para um vale italiano chamado Positano, cercados pela natureza e por diversos animais, entre eles Foxy, sua querida raposa. Mais tarde, o "Reino de Vali" foi transformado num santuário de vida selvagem.

Vali e Foxy.
Com seus cabelos vermelhos flamejantes, seus olhos marcadamente pintados de preto, suas roupas ciganas, as tatuagens em seu rosto, Vali era uma visão extravagante. Sua arte revelava seu mundo espiritual vibrante, com figuras femininas e um misticismo selvagem.

"Eu apenas desenho - desde que era uma menininha. As pessoas sempre tentam rotular isto,
mas você não pode rotular esse trabalho, é original. É como perguntar por quê você dança? Você faz isso porque você tem o espírito dentro de você... se eu não desenhasse, eu enlouqueceria. Artistas são como xamãs - eles têm essa compulsão e nada pode pará-los." (Vali Myers)


 

Vali considerava sua maquiagem sua "pintura de guerra", que ela aplicava ritualisticamente e jamais saía sem ela - exceto quando havia algum problema urgente com seus animais. Ela acreditava que os círculos negros em torno dos olhos protegiam contra o mal. Ela abominava a ideia de que maquiagem era um método para atrair homens. De acordo com Menichetti, "aplicar a maquiagem era encontrar seu verdadeiro rosto". Um de seus poemas favoritos foi-lhe entregue por um jovem durante sua estadia em Londres. Ele lhe disse, "este poema é como você":

If I make the lashes dark
And the eyes more bright
And the lips more scarlet
Or ask if all be right
From mirror after mirror,
No vanity’s displayed:
I’m looking for the face I had
Before the world was made.

— de Before the World Was Made by W.B. Yeats.

(tradução livre: "Se pinto os cílios de preto, e ilumino meus olhos, e pinto os lábios de escarlate, ou pergunto se tudo está bem de espelho a espelho, não é por vaidade: estou buscando pelo rosto que eu tinha antes do mundo ser feito.")


Ela tratava sua juba flamejante com a mesma devoção: recusava-se a usar um pente, mas uma vez por mês, dedicava-se a desembaraçá-lo, atividade à qual se dedicava sozinha e durante horas, até que seu cabelo tivesse adquirido um grande volume.

"O centro da vida é feminino - todos nós viemos de nossas mães. Eu sempre desenhei mulheres ou espíritos femininos. Sinto isso profundamente - quem se importa com um cara numa cruz? A criatividade de minha mãe foi sufocada depois que ela se casou e fez uma família, mas ela sempre me apoiou - até meu pai esperava que eu seguisse os passos dela. Eu prefiro não ter filhos, mas muitos animais." (Vali Myers)

Vali foi diagnosticada com câncer e faleceu em fevereiro de 2003, aos 72 anos. Em seu leito de morte, disse a um entrevistador:
"Eu vivi 72 anos absolutamente flamejantes. Não me incomoda nem um pouco, porque sabe, amor, quando você viveu como eu vivi, você fez tudo. Eu coloquei todo meu esforço em viver... Estou num hospital agora, e acho que vou chutar o balde aqui mesmo. Todo besouro faz isso, todo pássaro, todo mundo. Você vem ao mundo e depois você vai."

domingo, 3 de novembro de 2013

In Memoriam

Vi um cara chutando um ratinho pro meio-fio. De longe não consegui entender direito o que tava acontecendo e o que ele tava chutando, mas quando percebi o que era já era tarde demais. Era, provavelmente, um comerciante que não queria aquele "lixo" na calçada da frente do seu estabelecimento. Chutou o ratinho e algumas laranjas. O ratinho me parecia vivo, mas quando cheguei perto, já não estava mais. Não consegui reagir nem nada, com os fones de ouvido não ouvi se o cara disse alguma coisa quando peguei o ratinho pelo rabo e levei comigo até encontrar um canteiro de plantas com uma árvore, e deixei ali.
É muito chocante ver uma coisa viva sendo tratada como se fosse nada.
Quis então fazer um desenho em homenagem a esse ratinho.
As margaridas simbolizam inocência.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Uma coisa de cada vez

Eu costumo pensar no Tempo como um inimigo, Cronos, sempre devorando seus filhos. Sempre provocando terror e ansiedade, sempre o relógio tiquetaqueando, sempre nos obrigando a correr, aos tropeços, custe o que custar. Mas, pensando bem, Cronos foi agrilhoado e feito escravo nos nossos tempos. Obrigado a trabalhar enclausurado em relógios e folhas de calendário, encaixotando os dias dentro de quadradinhos. E nós fomos agrilhoados juntos, como burros perseguindo uma cenoura à nossa frente, que está amarrada na ponta de uma vara que está presa nas nossas próprias costas. A cenoura é sempre amanhã.

A ansiedade, sempre juntinha da melancolia. Pensar em tarefas acumuladas, atrasadas, prazos, expectativas, planos. Coração começa a acelerar, a cabeça começa a pesar, o estômago a revirar.
Estou tentando parar.
Uma. Coisa. De. Cada. Vez.
E andando somente no meu tempo, mesmo que leve muito tempo. Mesmo que frustre expectativas alheias, mesmo que tenha que abrir mão e largar fardos pelo caminho. Nada é tão importante quanto estar em paz e sorver com calma os goles da própria vida.


Aqui estão algumas fotos de naturezinhas que tirei no parque, porque coisinhas bonitas refrescam a alma:

Flor de maracujá.
Flores pequeninas que crescem na grama.
Puf.
Acho que eram do pé de maracujá, também. Parecem sininhos ou alguma peça de vestimenta de fada.
Sabiazinho.
Esse sabiá estava bebendo a água que acumulou nos veios da madeira.
Árvore que tudo vê.
Esse é meu blog e eu posso colocar fotos da minha cara.
No passeio também catei algumas coisinhas que fui encontrando pelo caminho:

Restos de um passarinho, provavelmente um sabiá, que ainda vou limpar; uma sementinha de cabelo loiro; peninha, um galhinho com bolinhas, e pedaços de musgo em cascas de árvore. A foto está escura e sem detalhes porque o dia está cinza...
E por falar em coisinhas recolhidas da natureza, eu fiz esses relicários:


Foram vendidos, mas estou sempre reunindo material e certamente ainda farei mais. =)
Real Time Web Analytics